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Corrections, contributions, press releases, constructive criticism and contrasting viewpoints are always welcome, but save your bashing, whining and personal attacks for elsewhere.

 

 

esta página é sua: use e abuse dela, coloque aqui todas as suas perguntas e comentários ... tudo quanto se relacione com o desporto da vela

FÓRUM

.

Esta página pretende ser um espaço aberto à colocação de questões relacionadas com o desporto da vela.

Envie-nos as suas perguntas ou comentários.

 

 

 

Agradecimento

Agradecemos a todos os sócios e atletas que colaboraram no inquérito sobre um novo serviço de transporte que está a ser estudado pela atleta do nosso clube Patrícia Bertozzi no âmbito do seu programa de doutoramento no Instituto Superior Técnico.

 

 

Carta ao Presidente da FPV

Com pedido de publicação recebemos o seguinte texto:

"Prezado Senhor Presidente,

Estou ciente das dificuldades financeiras que foram herdadas pelo actual elenco federativo.

Reconheço também que nem todos adoptam um comportamento que evite o despesismo e que pelo contrário fazem aumentar o défice das contas da Federação.

Pela minha parte sempre segui uma conduta que evitasse esse despesismo pelo que entre outras atitudes fui o juiz internacional que menos vezes se deslocou ao estrangeiro a expensas da FPV (conforme consta dos relatórios de actividade) e o único técnico (em todas as modalidades) que se deslocou a Sidney para dar assessoria à equipa olímpica portuguesa com os custos da viagem suportados pelo próprio.

Claro que a quem tem esta forma de estar no desporto custa ver que ela não é seguida por todos.

Mas isso não impede que modifique a minha atitude, e na linha de comportamento que sempre segui, venho prescindir a favor dos cofres da FPV da deslocação que me foi destinada ao Lago de Garda em Itália.

Renuncio a essa deslocação com a finalidade de evitar essa despesa à FPV solicitando que fique bem claro que não será para que seja substituído nessa viagem por outra pessoa.

Com as minhas mais cordiais saudações."

A. G.

 

Volta ao Algarve

Recebemos com pedido de publicação o seguinte texto:

"Exmo Senhor Director do Record,

Como leitor do vosso jornal não pude deixar de ler a entrevista  por vós publicado ontem dia 7 de Julho de 2005, com o titulo acima referido e que me surpreendeu especialmente porque há apenas uma semana a FPV organizou um "Campeonato de Portugal de Cruzeiros" em Cascais, esse sim uma verdadeira trapalhada, e a imprensa não publicou uma linha sobre o assunto (naturalmente por desconhecimento). Em meu entender, esta entrevista passa uma mensagem incorrecta no que a esta matéria diz respeito. A FPV reconhece todos os sistemas de abono (rating/handicap) promovidas e geridas pelas associações de armadores suas filiadas. Compete a cada organização determinar qual ou quais os sistemas de abono a usar em cada prova. A Associação Nacional de Cruzeiros representa dois sistemas de abono para regatas de Clube; o IRC (sistema internacional) e o ANC (sistema nacional).A FPV gere  o IMS e o ORC-Club (versão simplificada do IMS para regatas de Clube), sistema adoptado pela Federação Internacional para as provas internacionais oficiais e que algumas federações nacionais adoptam também para os seus "Campeonatos de Portugal" . Tal como os Clubes, a FPV poderá também adoptar os sistemas ou sistema que julgar conveniente para as provas da sua responsabilidade, que foi o caso do "Campeonato de Portugal de 2005" em que usou o IRC e o ORC-Clube. Compete aos Clubes determinar para as suas provas os sistemas mais adequados, consultando por exemplo os seus associados e as associações de armadores. Neste caso concreto da Volta da Algarve, a organização optou por exemplo por não abrir a prova ao sistema de abono mais popular em Portugal, o ANC.

Aproveito para lhe enviar um texto sobre o "Campeonato de Portugal de Cruzeiros 2005", esse sim, com motivo de reparo.

José Manuel Leandro

Ex-candidato a Presidente da FPV"

 

                                                        D. Pagakis

 

Campeonato de Portugal de Cruzeiros 2005

Com pedido de publicação recebemos o seguinte texto:

"A vela tem vindo a atravessar uma grave crise tanto a nível desportivo como a nível financeiro, e como dois males nunca vêm sós, também a nível da qualidade dos dirigentes nacionais o quadro é negro. Muito se tem dito e discutido sobre o estado da vela portuguesa mas pouco tem sido feito para inverter e alterar a situação, e não poucas vezes, somos confrontados com inúmeras trapalhadas como é o caso do CAMPEONATO DE PORTUGAL DE CRUZEIROS 2005. A Federação Portuguesa de Vela e o Clube Naval de Cascais organizaram uma regata no passado fim-de-semana a que chamaram pomposamente de Campeonato de Portugal de Cruzeiros 2005. A inscrição de apenas 8 embarcações, reflecte em absoluto a forma descuidada e incompetente na sua calendarização, preparação e organização, se não vejamos:

No dia 5 de Maio de 2005 a FPV decidiu realizar “...um pequeno questionário a submeter aos proprietários/Patrões das embarcações potenciais participantes...”  para determinar entre outras coisas, o sistema de abono  e o local da sua preferência para a realização do Campeonato de Portugal de Cruzeiros. Verificamos que este inquérito foi claramente ineficaz, inoportuno, e como tantas outras iniciativas do género, esta também irá servir certamente para justificar a notória incapacidade da FPV  para delinear uma estratégia de desenvolvimento para esta modalidade dizendo: ”...pois, nós perguntámos como é que queriam. O problema agora já não é nosso...”. 

Certamente em função do resultado de referido inquérito, na primeira metade do mês de Junho, creio que dia 16, foi enviado aos armadores “potenciais participantes” o Anuncio de Regata datado de 30 de Maio de 2005, anunciando a realização do Campeonato de Portugal de Cruzeiros 2005 nos dias entre 30 de Junho a 3 de Julho de 2005, com a data limite para as inscrições a terminar em 24 de Junho de 2005. Para além legalmente questionável a marcação de uma prova oficial com tão pouca antecedência, restringe claramente a livre participação da grande maioria das embarcações; por um lado por apenas terem sido considerados apenas aqueles que a FPV entendeu de forma injustificável serem os “potenciais participantes”, e por outro lado por manifesta falta de tempo nomeadamente para a preparação e deslocação ao referido campeonato, colidindo o mesmo com o calendário de outras provas há muito estabelecidas e programadas pelos armadores e tripulantes tendo em conta inúmeros factores de grande relevo, tais como os profissionais, pessoais, etc.

Podemos concluir que a FPV “inventou” uma metodologia estranha aos procedimentos habituais e normais, claramente inadequada relativamente a esta matéria, denotando falta de profissionalismo, bom senso e total ausência de capacidade para utilizar os  mecanismos naturais de consulta previstos, nomeadamente as associações de armadores sócias da FPV, tais como a ANC e AODP (que normalmente organizam Campeonatos nacionais), o Conselho das Associações Regionais e os Clubes. Naturalmente a tutela deverá travar a homologação desta farsa e responsabilizar a FPV pelas consequências nefastas causadas à modalidade e ao país. Os sócios também naturalmente deverão tirar as devidas ilações e ponderar mexidas urgentes na Vela nacional. A manter-se esta filosofia, a FPV poderia chamar ao próximo campeonato “Campeonato do Mundo da Cruzeiros da FPV”, teria os mesmos participantes mas dava mais nas vistas, aliás como acontece nos famosos campeonatos do mundo de caracóis e outros bichos rastejantes, que acontecem um pouco por toda a América do norte. E já agora proponho uma visita a Valência, à sede da “America´s Cup”  e mais não digo.

“A incompetência aliada a uma enorme vontade, são a combinação perfeita para o insucesso”

José Manuel Leandro

ex-candidato a Presidente da FPV

 

 

Desabafo de um Açoreano

Ao ler (à distância dos Açores) estas questões menos claras, só me “espanta” e indigna a hora tardia em que são desmascaradas.

Já no inicio da década de 1990, alguns desses senhores citados nos diversos artigos da vossa página, passeavam-se nos todo-o-terreno da Land Rover da Federação Portuguesa de Vela, enquanto tinham a lata de nos dizer (açorianos que aí levavam os 470 às suas custas para participar nas provas) que não havia possibilidade de conseguir uma viatura com bola de reboque para deslocar um 470 para Setúbal.

Nessa altura, os protestos “dos miúdos que vinham dos Açores” de nada serviram, muito menos contavam.

Este é um dos muitos exemplos da cultura de uso e abuso de alguns senhores que, sem dissimulações, usavam a FPV como sua propriedade.

 Sem mais assunto.

C.M.C.A.

 

Auditoria às contas da federação

Na tomada de posse o novo presidente da federação de vela afirmou: "Gostaria de falar de apreensão relativamente à falência técnica da federação. Apreensão pela dramática situação económica e financeira que alguns teimam em não admitir, quer pela forma de actuação, quer pelos seus comportamentos.

Esta situação, embora não referida já se detectava nas contas do exercício de 2003 e agora aparece com contornos mais graves.

Pretendemos efectuar uma auditoria à gestão financeira da Federação Portuguesa de Vela, e com esta atitude identificar onde se falhou...

Não está clara a génese desta situação deficitária que se tem vindo a agravar..."

fonte: discurso tomada de posse

 

Apresentado o relatório e contas verificaram-se com muita preocupação alguns valores tais como:

  • Total do passivo: 725.595 euros (145.468 contos)

  • Dívidas a terceiros: 352.980 euros (70.766 contos)

  • Capitais próprios negativos: 228.585 euros (92.369 contos)

Patrick vence recurso

Patrick Monteiro de Barros vence recurso contra a decisão do anterior Conselho Disciplinar da FPV que o suspendera por oito meses na sequência da "perseguição disciplinar que lhe foi movida" pondo fim  ao "sofrimento moral que este processo e a forma como foi conduzido pelos anteriores corpos sociais da FPV provocaram" neste dirigente e velejador de reconhecido mérito.

fonte: comunicado CNC

 

Parecer - quadro competitivo

O Conselho de Associações Regionais emitiu comunicado, datado de 20 Dezembro, com a seguinte conclusão: "A Federação deverá publicar, divulgando-o aos sócios, até 1 Novembro o Calendário de Provas Oficiais.

A Federação não está a cumprir os Estatutos nem o Regulamento de Provas Oficiais... está a comprometer de forma irreparável a construção e publicação do Quadro Competitivo nacional e regional.   A Federação é responsável pelo  não cumprimento dos Estatutos e Regulamento de  Provas  Oficiais......

o Presidente da Federação é o responsável último por toda esta situação e pelo incumprimento dos Estatutos. O Presidente da Federação deverá assumir as consequências do não cumprimento dos normativos legais em vigor. mais >>>

fonte: CAR 20 Dezembro 2004

 

Novo Parecer do Conselho de Associações Regionais

Datado de 7 Janeiro recebemos novo comunicado do Conselho de Associações Regionais com Parecer acusando a Direcção da FPV de "irresponsável incumprimento dos Regulamentos aprovados em Assembleia Geral e de irresponsável atitude de não publicar o calendário de regatas..."  mais>>>

fonte: CAR 7 Janeiro 2005

 

 

Plano de Actividade e Orçamento 2005

Da ARVC recebemos para divulgação aos associados um comunicado que refere que "a FPV entregou ao IDP o Plano de Actividades e Orçamento para 2005 sem a aprovação da Assembleia Geral.  O Plano de Actividades e Orçamento da FPV para 2005 foi entregue ao IDP no passado dia 15 de Novembro carecendo de aprovação em Assembleia... Tal necessidade prende-se não só com as disposições estatutárias da FPV mas também com o facto de ser condição necessária para que o IDP assine os contratos-programa, que haja uma acta da A.G. aprovando o referido documento."

fonte: ARVC, 10 Dezembro 2004

 

 

Época desportiva 2005...situação inédita

o estando publicado o calendário de regatas para 2005 a ARVC remeteu pedido de explicações à FPV, através de comunicações de 25 Novembro e 13 Dezembro: "...estando já ultrapassada a data limite regulamentarmente definida para organização do calendário de provas  oficiais  de âmbito nacional... a situação da actual Direcção da FPV é inédita... no que diz respeito   à preparação da época desportiva..."

fonte: ARVC

 

 

Falta de coragem e visão

Foi publicada carta do Ex-presidente da FPV, Sr. Luís M. Moreira, dirigida a diversos órgãos federativos em que afirma: "lamento a falta de coragem e visão dos dirigentes em que votei e que permitem um regresso ao passado" ... No final o Sr. Luís M. Moreira faz antever a hipótese de "com jeito ainda será pedida uma legitima indemnização pelos danos causados à imagem do velejador Patrício Miguel Guerry Monteiro de Barros"....

fonte: carta de L. M. Moreira

 

 

Secretismo

O Regulamento Geral da FPV estipula no seu Artigo 4.2.6 que as contas de gerência deverão estar à disposição dos associados nos 30 dias úteis que antecedem a Assembleia Geral Ordinária.

Em 4 de Março 2004 foi enviado ao Senhor Presidente da FPV pedido para serem examinadas as contas de gerência da FPV em conformidade com o que determina o Regulamento Geral. Não foi permitido aos associados examinarem as contas.  mais >>>

 

 

Pedido de esclarecimentos à FPV

 

No sentido de evitarmos tanto quanto possível situações lamentáveis como algumas que se verificaram a propósito da elegibilidade para o Campeonato de Portugal Absoluto e para o Campeonato de Portugal de Juniores, que seriam agora tanto mais graves quanto menor é a idade dos potenciais participantes, vimos solicitar...

fonte: ARVC

 

A A.R.V.C., com a colaboração do Centro Náutico Moitense vai realizar nos próximos dias 19 e 20 de Junho o Encontro Regional de Escolas de Vela.

Preparamo-nos para publicar nos próximos dias o respectivo Anúncio de Regata.

Todavia deparamo-nos com algumas dúvidas quanto à elegibilidade de velejadores para participação neste evento, à luz do que vemos disposto no Regulamento da Licença Desportiva e no Regulamento Geral para os Encontros Nacionais e Regionais de Escolas de Vela.

Aliás diversos clubes nossos associados já nos interrogaram sobre esta questão.

Assim sendo e no sentido de evitarmos tanto quanto possível situações lamentáveis como algumas que se verificaram a propósito da elegibilidade para o Campeonato de Portugal Absoluto e para o Campeonato de Portugal de Juniores, que seriam agora tanto mais graves quanto menor é a idade dos potenciais participantes, vimos solicitar a Vas. Exas. que com urgência nos informem sobre esta matéria e, designadamente, sobre qual é o Regulamento em vigor para estes eventos dado que o texto que conhecemos data de 2001.    mais >>

fonte: ARVC

 

Acusação ao Secretário  de Estado

 

"Foi a secretaria de estado que pediu a todo o custo para assegurarmos a organização do campeonato e que cobriria uma parte do défice que sabíamos na altura que havia... é lamentável o governo não estar com a federação nas contas.

Portanto há aqui uma situação complicada."

fonte: Luís Moreira, AG/FPV 23 Abril 2004

 

"Quanto ao prejuízo do Campeonato do Mundo da Juventude...

... digo de forma clara e inequívoca não ter recebido as verbas que foram asseguradas.

É bom que esta assembleia saiba que o campeonato foi feito não só porque a federação o quis (embora a federação tivesse um compromisso e acho que nós todos honramos o nosso compromisso), mas por pedido expresso do senhor secretário de estado que em Fevereiro de 2003 a federação não deixou o campeonato fugir.

Foi a secretaria de estado que pediu a todo o custo para assegurarmos a organização do campeonato e que cobriria uma parte do défice que sabíamos na altura que havia, porque o IDP só dava 50.000 euros e até à altura era de cerca de 100.000 euros.

Acerca desta matéria há diversas conversas, há diversa correspondência escrita, é lamentável o governo não estar com a federação nas contas.

Portanto há aqui uma situação complicada."

fonte: Luís Moreira, AG/FPV 23 Abril 2004

 

 

Falência da FPV

 

Enviado que foi aos sócios da Federação, o Relatório e Contas do exercício de 2003 constata-se que a Federação está falida.

fonte: comunicado ARVC

 

Enviado que foi aos sócios da Federação, o Relatório e Contas do exercício de 2003 constata-se que a Federação está falida.

E bem falida, se assim se pode dizer. Há diversos outros aspectos relativos ao exercício de 2003 que não vemos esclarecidos no referido documento.

Mas a falência é clara, apesar de as receitas apresentadas nas contas  serem superiores às do orçamento corrigido que o Sr. Presidente da Federação nos enviou em Maio de 2003.

Se, como diz o ditado, contra factos não há argumentos, a verdade é que a actual situação da Federação (financeira, orgânica e estruturalmente) é extremamente perigosa no que diz respeito ao futuro da nossa modalidade em Portugal nos próximos anos.

Tudo isto para dizermos que é nosso entendimento que o futuro da nossa vela depende do empenhamento e interesse que por ela tenhamos desde já, dado que o futuro já começou. 

Realçamos que é nosso entendimento ser de extrema importância a participação de todos...

fonte: Comunicado  ARVC

           

 

Análise das contas da  Federação

 

As contas do último exercício  agora apresentadas, evidenciam que a Federação está numa situação de falência técnica, sendo passível de ser questionada a sua capacidade de honrar atempadamente os compromissos assumidos.

(fonte: declaração ARVC)

 

As contas do exercício de 2003 agora apresentadas, evidenciam que a Federação está numa situação de falência técnica, sendo passível de ser questionada a sua capacidade de honrar atempadamente os compromissos assumidos.

Estão apontadas no Relatório e Contas várias justificações para se passar de um prejuízo orçamentado de 59.084,00 euro para um resultado negativo de 219.060,00 euro, que nos merecem os seguintes reparos:

1) No Orçamento de 2003 encontrava-se estimado sob a rubrica “Campeonato Mundial de Juniores – ISAF” uma despesa de 125.000,00 euro, valor que representava mais de 70% dos montantes atribuídos à Actividade Internacional e Alta Competição;

No âmbito das receitas estava estimada para este evento uma verba a atribuir por parte do IDP de 50.000,00 euro e que terá sido recebida. Conforme referido no relatório apresentado, foi igualmente dado um apoio financeiro por parte do Governo Regional da Madeira de 116.000,00 euro, receita esta que não estava prevista no orçamento.

Isto significa que a Federação recebeu, apenas por estas duas vias, um valor apreciavelmente superior ao da despesa orçamentada, donde resta conhecer o verdadeiro valor dos gastos realizados com o referido Campeonato, já que pelos elementos transmitidos o mesmo não deveria ter dado prejuízo mas lucro.

2) A não concretização do patrocínio por parte do BPN (50.000,00 euro) é apontada como um factor desviante do resultado programado, no entanto resta esclarecer o facto de o total dos proveitos apurado no exercício de 2003 ser de 2.125.330,04 euro quando o valor orçamentado era de 1.878.770,00 euro, valor aquele que se mantém superior mesmo após descontada a importância relativa à venda de embarcações.

3) Apesar de uma redução de 20% nos Custos com o Pessoal, os Custos Operacionais cresceram 18% enquanto os Proveitos Operacionais apenas registaram um crescimento de 9% agravando-se fortemente o prejuízo daí resultante e para o qual não vislumbramos justificação.

4) A rubrica Outros Custos e Perdas Operacionais, que representa 47,8% dos Custos Totais no exercício de 2003, registou um crescimento de 32%, para o qual igualmente a não encontramos resposta nas contas apresentadas.

 

Muitas dúvidas

Postas estas breves observações, que nos parecem ser as possíveis face aos esclarecimentos que encerra o documento agora proposto, muitas dúvidas nos assaltam, parecendo os números dizerem que a verdadeira justificação para a actual situação em que se encontra a Federação não radica tanto nas receitas não obtidas, mas antes nas despesas apresentadas e que se encontram longe de estar objectivamente esclarecidas.

 

Deliberação não cumprida

Aliás, por forma a obviar dúvidas como as que assaltam quem analisa este números, foi deliberado pela Assembleia Geral, na sua reunião em Março de 2003 aquando da aprovação do Plano e Orçamento Anual, que as contas de 2003 deveriam ser prestadas também sob a mesma forma de apresentação do Orçamento, deliberação que a actual Direcção não cumpriu aquando da elaboração do presente Relatório.

Consequentemente coisas tão simples como o montante das verbas atribuídas pelo Estado para cada um dos contratos-programa assinados com a Federação, não conseguimos perceber. Concomitantemente também não conseguimos saber qual o montante das despesas relativamente a cada uma das rubricas apresentadas no Orçamento na Assembleia Geral de Março de 2003 atrás referida.

 

Receita virtual

Perante um quadro como o agora apresentado, agravado pela contabilização de uma receita virtual de 100.000,00 euro que, a não se concretizar a curto prazo, piora substancialmente a situação comprometendo fortemente a gestão futura da Federação, urge conhecer profundamente as razões que a originaram, bem como o tipo de dívidas existentes no que respeita nomeadamente a entidades, montantes e prazos de exigência.

Deste modo a ARVC e os Clubes da Região Centro consideram que o documento presente não é suficientemente esclarecedor e deve ser reprovado.

Na reunião de clubes da região Centro realizada a 22 Abril 2004

as contas FPV/2003 foram reprovadas por unanimidade.

fonte: declaração da ARVC

 

Análise do relatório 2003 da Federação

 

Seria desejável que o Relatório de Actividades Anual numa Federação com Estatuto de Utilidade Pública Desportiva traduzisse de maneira o mais fiel possível a verdadeira dimensão e qualidade da actividade.

fonte: declaração ARVC

 

Oferece-se-nos fazer algumas considerações acerca do Relatório de Actividades de 2003 que é apresentado à Assembleia.

Quanto a nós é desejável que o Relatório de Actividades Anual numa Federação com Estatuto de Utilidade Pública Desportiva traduza de maneira o mais fiel possível a verdadeira dimensão e qualidade da actividade.

 

Pouca transparência

É nosso entendimento que o presente relatório não reveste estas características, uma vez que tem muitas omissões. Por outro lado é muito pouco transparente, para não dizer que é completamente opaco relativamente a diversos aspectos que refere e sobre os quais deveria informar, sobretudo na actual situação que vive a nossa Federação.

 

Atitude repugnável

Logo na introdução há uma frase, repetida do relatório de 2002, na qual se referem “aqueles que, com motivos menos claros, têm vindo a criar sistemática perturbação e obstrução “ dizendo ainda o relatório “que deverão aprender a viver segundo as regras, sob pena de a vela deixar apagar o brilho que ainda tem”.

Ora, esta afirmação que não é nada explícita e já foi objecto de preocupação e interrogações da Assembleia Geral aquando da apreciação do Relatório de 2002, interrogações estas a que o Sr. Presidente da Federação não deu nenhuma resposta cabal, representa uma atitude e uma maneira de estar que nos repugna e a que não estamos habituados entre velejadores.

 

Demissões de Directores

Na introdução é referida a resignação do Presidente da Assembleia Geral, de dois membros da Direcção e da intenção do Presidente da Federação se demitir, intenção esta relatada para a imprensa a partir de Outubro mas escamoteada aos sócios até 15 de Dezembro, quando foi interpelado sobre o assunto por esta Assembleia. Todos estes acontecimentos se nos afiguram intrigantes, dado que se trata de um elenco que foi eleito em Fevereiro de 2003. O Relatório não faz nenhuma luz sobre esta matéria.

Outra questão muito pouco clara é a da autoria e responsabilidade da apresentação do presente relatório. Não está datado e aparece assinado pelo actual Presidente. Nas actuais  circunstâncias, que são muito pouco ortodoxas, o Relatório deveria, em nossa opinião, conter explicações claras quanto à responsabilidade da sua autoria e apresentação.

 

Selecções por explicar

Logo na introdução são também referidos os excelentes resultados a nível internacional. Ora, no desenvolvimento do texto do Relatório não encontramos qualquer referência à actividade e resultados das selecções nacionais, excepção feita quase exclusivamente aos velejadores do Projecto Atenas 2004 e ao mundial de Juniores da ISAF, no qual aliás, infelizmente, os resultados da selecção portuguesa foram muito maus. Ficamos assim sem qualquer noção da dimensão e qualidade da actividade internacional. Do pouco que vemos referido no Relatório, ficamos com dúvidas. Por exemplo: como é que foi seleccionada a tripulação que representou Portugal no Campeonato Europeu Feminino de Match Racing?

A propósito de actividade internacional, verificamos que mais de um terço do texto do Relatório (mais de 9 páginas em 25) é preenchido a pretexto do Mundial de Juniores da ISAF. Todavia ficamos sem saber qual o montante das despesas de realização do campeonato. Sabemos que as despesas de realização do campeonato, no orçamento corrigido que nos foi apresentado em Maio de 2003 eram no montante de 125.000,00 € e que as receitas orçamentadas eram de 50.000,00 €, através de um contrato-programa com o IDP. Esta situação provocou-nos ansiedade. Na Assembleia Geral de apresentação do plano e orçamento para 2003 fizemos perguntas sobre esta matéria. Não ficámos esclarecidos. O Relatório da Actividade de 2003 também não nos esclarece nesta matéria.

 

Secretário de Estado

Quanto a receitas do Campeonato, o Relatório também não nos deixa descansados, quando refere promessas verbais do Sr. Secretário de Estado. O Sr. Secretário de Estado poderá ter manifestado ao Presidente da Federação as melhores intenções. Todavia uma Federação deve ser gerida, financeiramente falando, com base em realidades e não em manifestações de intenção. A verdade é que o Presidente da Federação avançou para o compromisso da realização do Campeonato sem ter a sua realização minimamente assegurada sob o ponto de vista financeiro.

O Relatório refere uma má postura da ISAF quanto ao apoio à realização do Campeonato. Mas refere, por outro lado, que a Federação manteve em 2003 contactos regulares com a ISAF, tendo participado na conferência anual e semestral, etc, etc. Sabe-se que o Chairman do Campeonato, membro do Youth and Development Committee da ISAF era simultaneamente o Presidente da Mesa  da Assembleia Geral da nossa Federação. Assim sendo, o Relatório é manifestamente muito pouco esclarecedor.

 

Europeu de Stars

A propósito ainda de actividade internacional não podemos deixar de referir a realização do Campeonato Europeu da Classe Star, levada a cabo pelo Clube Naval de Cascais. Todos sabemos que se trata da classe olímpica mais carismática. O campeonato decorreu com o êxito habitual das organizações daquele clube. Participaram mais de 70 tripulações. No orçamento anual da Federação não constava qualquer apoio da Federação à realização daquele campeonato. Posta a questão na Assembleia Geral de Março de 2003 o Presidente da Federação informou que o Clube iria ser apoiado com a atribuição de 1.750,00 €, que era a verba possível, além de outros meios. Ora, no presente Relatório não é feita qualquer referência à realização deste evento.

 

Actividade Nacional

A nível da actividade nacional, o Programa Nacional de Juniores e Infantis foi referido com grande ênfase, aquando da apresentação do Plano de Actividades. No Relatório não se lhe faz qualquer referência. Ficamos sem saber o que se passou, ou não passou, nesta área que é determinante para o futuro do nível desportivo da nossa modalidade.

Sob o ponto de vista disciplinar também bastantes acontecimentos houve, segundo parece, avaliando até pela afixação do anúncio de um elevado número de processos disciplinares na página da Federação na internet. Todavia o Relatório não faz qualquer referência a esta matéria,

Muitas outras questões poderíamos referir.

Concluímos, porque não nos queremos alongar, dizendo que o presente Relatório está muito longe de nos satisfazer e merecerá a nossa reprovação.

Na reunião de clubes da região Centro realizada a 22 Abril 2004

o Relatório FPV/2003 foi reprovado.

fonte: declaração da ARVC

 

 

Atitudes gravíssimas

Hugo Rocha

"Houve atitudes gravíssimas da FPV para connosco" afirmações de tristeza e revolta de Hugo Rocha que não esconde a sua desilusão para com alguns responsáveis federativos... 

 

 fonte: jornal Record

 

Joana  Pratas  em Atenas

Joana Pratas

Joana Pratas cujas relações com a FPV não têm sido as melhores, qualificou-se para os Jogos de Atenas referindo: “Qualifiquei-me sozinha, graças ao apoio da minha família, amigos e do meu patrocinador. Sem ele não teria sequer dinheiro para comprar o barco, porque não tive apoio da federação.”...   

 fonte: jornal O Jogo

 

 

PJ investiga FPV

Elementos da PJ estiveram nas instalações da FPV recolhendo material sobre alegadas irregularidades cometidas por directores   mais >>>

   

 

 

 

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